sexta-feira, 4 de abril de 2014

MULHERES DA PB MOSTRAM O CORPO EM CAMPANHA CONTRA O ESTUPRO NA INTERNET

Elas aderiram ao movimento 'Eu não mereço ser estuprada'.
'O Brasil começou a colocar os seus demônios para fora', acredita cantora.

Wagner Lima e Aline OliveiraDo G1 PB
A fotógrafa Sara Andrade, de Campina Grande, não quer 'mimimi' e diz que a pouca roupa não justifica o crime (Foto: Sara Andrade/aquivo pessoal)A fotógrafa Sara Andrade, de Campina Grande, não quer 'mimimi' e diz que a pouca roupa não justifica o crime (Foto: Sara Andrade/aquivo pessoal)
Mulheres paraibanas estão aderindo à campanha 'Eu não mereço ser estuprada' e publicando nas mídias sociais fotos mostrando o corpo. A mobilização começou a partir da divulgação de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo, na quinta-feira (27). A pesquisa mostrou que 26% dos entrevistados concordam totalmente (13,2%) ou parcialmente (12,8%) com a frase "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros". Segundo o levantamento, 37,9% discordam totalmente (30,3%) ou parcialmente (7,6%) da afirmação – 3,6% se dizem neutros em relação à questão.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem reproduziu informação transmitida pelo Ipea, segundo a qual 65,1% concordavam inteiramente ou parcialmente com a afirmação "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". Oito dias depois, o instituto afirmou que o percentual correto é 26%. A informação foi corrigida em 4 de abril.)
A cantora e compositora paraibana, Socorro Lira, uma das vencedoras do Prêmio da Música Brasileira em 2013, divulgou na manhã de segunda-feira (31) uma foto seminua em sua página oficial, mas a postagem foi bloqueada pela rede social. “A quem possa interessar: meu corpo é meu e nem tente”, justificou, dizendo que se mantém firma na campanha.
A foto da cantora Socorro Lira com seios a mostra
foi retirada do ar pela rede social
(Foto: Reprodução/ Facebook)
A foto da cantora Socorro Lira, da Paraíba, com os seios a mostra foi retirada do ar pela rede social (Foto: Reprodução/ Facebook)
Socorro Lira acredita que desde 2013 o brasileiro começou a assumir os seus preconceitos. “O Brasil começou a colocar os seus demônios para fora. Este é um momento único. De repente as pessoas estão assumindo os seus preconceitos. Não havia direita, nem esquerda. Não existiam os preconceitos. Agora as pessoas estão assumindo esse lado perverso”, frisou.
A artista afirmou que a foto é uma forma de discutir a violência sexual que tem acontecido em todo o Brasil, tanto no Sertão paraibano, onde nasceu, até nos metrôs de São Paulo. A violência nos metrôs de São Paulo a gente sempre soube que existia, mas não sabíamos que tinha essa proporção de ser uma prática pensada e organizada de assédio e violência sexual nos transportes públicos de São Paulo, que não é muito diferente das violências que acometem as mulheres no Sertão da Paraíbaou no Sudão”, afirmou.
A cantora e compositora enfatizou que é preciso desmistificar a imagem sobre o corpo feminino mesmo após tantos avanços conquistados pelos movimentos feministas. “São mais de dois mil anos de Cristianismo. Este é o momento em que precisamos superar a visão equivocada com essa demonização sobre o corpo da mulher. Isso é uma herança das antigas e novas religiões. Todo esse peso desses conceitos nos maltratam e reforçam as agressões. E é preciso dizer um basta a isso tudo”, afirmou.
Natural de Brejo do Cruz, mesma cidade de Zé Ramalho, Socorro Lira lembrou que mostrar os seios continua sendo encarado como algo vergonhoso e lembrou de uma de suas idas à praia de Tambaba, no Conde (PB), destinada ao naturismo. “ Fui à área opcional de Tambaba e fiz topless mas ao entrar no bar fui obrigada a me vestir. No local havia vários homens sem camisa. Impressiona como os seios de uma mulher à mostra incomoda”, lamentou.
A cantora Mira Maya, de João Pessoa, considera a pesquisa 'absurdo em pleno século XXI' (Foto: Mira Maya/arquivo pessoal)Mira Maya: 'um absurdo em pleno século XXI'
(Foto: Mira Maya/arquivo pessoal)
Quem também aderiu à campanha foi a cantora Mira Maya, que mora em João Pessoa e publicou sua foto na sexta-feira (28) declarando "Eu visto o que eu quiser!" em seus próprio corpo. "Um absurdo em pleno século XXI [os dados apresentados pela pesquisa]. Deixo aqui o meu mais profundo repúdio!", declarou na postagem. Até terça-feira (1º), a postagem de Mira tinha quase 260 curtidas.
Já a fotógrafa Sara Andrade, que mora em Patos, também aderiu na segunda-feira à campanha e em 21 horas tinha 418 curtidas e 38 compartilhamentos na sua postagem. "Não me venham com falso moralismo, e 'mimimi'. A minha pouca [ou muita] roupa, ou a falta dela, não justifica seu crime", disse na legenda da foto.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Estudo aponta que homens são mais esquecidos do que mulheres




Homens têm mais tendência do que mulheres a esquecerem coisas, apresentando mais problemas leves de memória do que elas, diz estudo conduzido por pesquisadores ligados à Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega e publicado na mais recente edição do periódico especializado BMC Psychology.
Os autores do estudo procuraram examinar, em mais de 48 mil participantes —todos com 30 anos ou mais—, a existência de deteorização da memória subjetiva, espécie de gatilho para problemas mais sérios relacionados à capacidade humana de armazenar fatos e lembranças.
Batizada de HUNT 3, a pesquisa é a terceira edição de uma das mais maiores análises ligadas à área de saúde já feitas no país, localizado no norte da Europa.
Assim, os pesquisadores forneceram aos milhares de participantes um questionário composto por nove perguntas sobre memória. "Você tem problemas com sua memória?", "Você tem problemas ao lembrar de coisas que aconteceram poucos minutos atrás?" e "Você tem problemas para lembrar dos nomes de pessoas?" eram algumas das perguntas do questionário.
Além de respondê-las, os participantes também eram questionados acerca de sua saúde em geral, eventuais sintomas de ansiedade e depressão, satisfação com a vida e nível educacional.
As respostas apontaram uma prevalência de problemas ligados à memória nos participantes homens: metade deles apresentava alguma deteorização de memória.
Tanto em homens quanto em mulheres, a lembrança de nomes e datas foi apontada como o problema mais comum. Não esquecer do nome de uma pessoa é algo difícil para 89,7% deles e 86,5% delas. Já lembrar de uma data importante é complicado para 74,9% dos homens e 64,7% das mulheres. 
Nas respostas espontâneas, apenas 1,6% dos homens e 1,2% das mulheres disseram ter problemas de memória.

Questão em aberto

Para os pesquisadores ainda não é possível apresentar uma explicação para esse déficit masculino.
"Nós discutimos bastante sobre o que leva homens a reportarem mais problemas frequentes com memória do que mulheres, mas ainda não chegamos a uma conclusão. Essa questão segue um mistério", diz na divulgação do estudo o pesquisador Jostein Holmen, para quem os resultados da pesquisa foram "surpreendentes" e "claros".
Do UOL, em São Paulo

terça-feira, 25 de março de 2014

Participação da mulher avança 95% no mercado de trabalho

Milena Aurea / A Cidade
Luciana trabalhava em salão de beleza e hoje integra frente de operadoras de máquinas na usina Santa Elisa: ocupando espaços (Foto: Milena Aurea / A Cidade)
Nos últimos dez anos, elas aumentaram em 95% sua participação no mercado de trabalho formal em Ribeirão Preto e Sertãozinho. Já entre os homens esse aumento foi de 64%.
Luciana Marcia Pioto, que mora em Pitangueiras, engrossa esse avanço feminino: trocou o salão de beleza, onde trabalhava, para trabalhar no comando de máquinas agrícolas.
Mas, além de avanços, os dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o Dia Internacional das Mulheres também deve ser de reflexão, pois elas ainda possuem um longo caminho a percorrer.
A desigualdade salarial em relação aos homens é o maior obstáculo. Em média, no mercado formal de Ribeirão, as mulheres ganham R$ 1,6 mil por mês contra um salário médio R$ 1,9 mil dos homens, diferença de 16%. Na vizinha Sertãozinho, o abismo é maior ainda, de R$ 1,4 mil para R$ 2,2 mil, 35% de diferença.
“Ainda há um longo caminho a percorrer no mercado de trabalho”, diz a economista Natália Batista, professora da Faculdade de Economia (FEA-RP/USP).
Segundo ela, as mulheres já entram no mercado com salários menores em relação aos homens, mesmo tendo uma média de escolaridade um ano maior. Entre as justificativas está a gravidez, da licença maternidade.
Luciana deixou o salão de beleza para dirigir tratores
Luciana Claudia Pioto é um exemplo da força feminina no mercado de trabalho. Ela trabalha em um setor dominado pelos homens em Sertãozinho, o rural, em que eles são 63% da força de trabalho. Luciana deixou os salões de beleza – era depiladora e design de sobrancelhas - para dirigir tratores na usina Santa Elisa, do grupo Biosev, em Sertãozinho.
“Quando comecei, há dois anos, só havia homens no meu setor. De lá pra cá, o número de mulheres subiu bem. Se a gente se dá ao respeito, consegue ser respeitada”, diz.
“Mesmo com medo e insegurança, nunca demonstrei isso e consegui conquistar meu espaço e crescer na empresa”.
Hoje, além de tratores, Luciana também opera colheitadeiras, sem contar as outras jornadas de mãe e dona de casa. “Sou separada e desempenho os papéis de mãe e pai. Nunca sofri preconceito direto por causa disso, mas sei que tem pessoas que não aprovam. Mas para mim, minha carreira profissional e minha filha estão sempre acima de qualquer coisa.”
‘Diferença ainda é grande’
O crescimento ainda maior da participação das mulheres no mercado de trabalho e a diminuição das desigualdades sociais e nos setores econômicos é uma questão de tempo, segundo o economista Fred Guimarães, da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp).
“A diferença ainda é enorme porque existe um atraso grande nessa entrada das mulheres no mercado. Mas essas diferenças serão revertidas com o passar dos anos”, diz o economista.
Ainda segundo ele, conforme as mulheres se qualificam, elas conseguem ainda superar os homens. “Em algumas funções, elas se saem melhor inclusive. A sensibilidade e cuidado são pontos positivos.”
Mas o mercado precisa se abrir mias. Em Ribeirão, elas são maioria em somente dois dos oito setores econômicos locais: serviços e administração.
Fonte: jornalacidade

domingo, 23 de março de 2014


FATO.. SEM AMOR NÃO EXISTE OUTRO IDEAL!

Pra ficar cada vez mais bela!
via: Mulheres de Bom Gosto
"Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser."
Martha Medeiros

O Homem e A Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.


O pensador Victor Hugoobs: Somos tão ser humanas quanto eles, podemos tanto quanto eles. E ainda existem preconceitos.. Que isso acabe!