quarta-feira, 26 de março de 2014

Estudo aponta que homens são mais esquecidos do que mulheres




Homens têm mais tendência do que mulheres a esquecerem coisas, apresentando mais problemas leves de memória do que elas, diz estudo conduzido por pesquisadores ligados à Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega e publicado na mais recente edição do periódico especializado BMC Psychology.
Os autores do estudo procuraram examinar, em mais de 48 mil participantes —todos com 30 anos ou mais—, a existência de deteorização da memória subjetiva, espécie de gatilho para problemas mais sérios relacionados à capacidade humana de armazenar fatos e lembranças.
Batizada de HUNT 3, a pesquisa é a terceira edição de uma das mais maiores análises ligadas à área de saúde já feitas no país, localizado no norte da Europa.
Assim, os pesquisadores forneceram aos milhares de participantes um questionário composto por nove perguntas sobre memória. "Você tem problemas com sua memória?", "Você tem problemas ao lembrar de coisas que aconteceram poucos minutos atrás?" e "Você tem problemas para lembrar dos nomes de pessoas?" eram algumas das perguntas do questionário.
Além de respondê-las, os participantes também eram questionados acerca de sua saúde em geral, eventuais sintomas de ansiedade e depressão, satisfação com a vida e nível educacional.
As respostas apontaram uma prevalência de problemas ligados à memória nos participantes homens: metade deles apresentava alguma deteorização de memória.
Tanto em homens quanto em mulheres, a lembrança de nomes e datas foi apontada como o problema mais comum. Não esquecer do nome de uma pessoa é algo difícil para 89,7% deles e 86,5% delas. Já lembrar de uma data importante é complicado para 74,9% dos homens e 64,7% das mulheres. 
Nas respostas espontâneas, apenas 1,6% dos homens e 1,2% das mulheres disseram ter problemas de memória.

Questão em aberto

Para os pesquisadores ainda não é possível apresentar uma explicação para esse déficit masculino.
"Nós discutimos bastante sobre o que leva homens a reportarem mais problemas frequentes com memória do que mulheres, mas ainda não chegamos a uma conclusão. Essa questão segue um mistério", diz na divulgação do estudo o pesquisador Jostein Holmen, para quem os resultados da pesquisa foram "surpreendentes" e "claros".
Do UOL, em São Paulo

terça-feira, 25 de março de 2014

Participação da mulher avança 95% no mercado de trabalho

Milena Aurea / A Cidade
Luciana trabalhava em salão de beleza e hoje integra frente de operadoras de máquinas na usina Santa Elisa: ocupando espaços (Foto: Milena Aurea / A Cidade)
Nos últimos dez anos, elas aumentaram em 95% sua participação no mercado de trabalho formal em Ribeirão Preto e Sertãozinho. Já entre os homens esse aumento foi de 64%.
Luciana Marcia Pioto, que mora em Pitangueiras, engrossa esse avanço feminino: trocou o salão de beleza, onde trabalhava, para trabalhar no comando de máquinas agrícolas.
Mas, além de avanços, os dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o Dia Internacional das Mulheres também deve ser de reflexão, pois elas ainda possuem um longo caminho a percorrer.
A desigualdade salarial em relação aos homens é o maior obstáculo. Em média, no mercado formal de Ribeirão, as mulheres ganham R$ 1,6 mil por mês contra um salário médio R$ 1,9 mil dos homens, diferença de 16%. Na vizinha Sertãozinho, o abismo é maior ainda, de R$ 1,4 mil para R$ 2,2 mil, 35% de diferença.
“Ainda há um longo caminho a percorrer no mercado de trabalho”, diz a economista Natália Batista, professora da Faculdade de Economia (FEA-RP/USP).
Segundo ela, as mulheres já entram no mercado com salários menores em relação aos homens, mesmo tendo uma média de escolaridade um ano maior. Entre as justificativas está a gravidez, da licença maternidade.
Luciana deixou o salão de beleza para dirigir tratores
Luciana Claudia Pioto é um exemplo da força feminina no mercado de trabalho. Ela trabalha em um setor dominado pelos homens em Sertãozinho, o rural, em que eles são 63% da força de trabalho. Luciana deixou os salões de beleza – era depiladora e design de sobrancelhas - para dirigir tratores na usina Santa Elisa, do grupo Biosev, em Sertãozinho.
“Quando comecei, há dois anos, só havia homens no meu setor. De lá pra cá, o número de mulheres subiu bem. Se a gente se dá ao respeito, consegue ser respeitada”, diz.
“Mesmo com medo e insegurança, nunca demonstrei isso e consegui conquistar meu espaço e crescer na empresa”.
Hoje, além de tratores, Luciana também opera colheitadeiras, sem contar as outras jornadas de mãe e dona de casa. “Sou separada e desempenho os papéis de mãe e pai. Nunca sofri preconceito direto por causa disso, mas sei que tem pessoas que não aprovam. Mas para mim, minha carreira profissional e minha filha estão sempre acima de qualquer coisa.”
‘Diferença ainda é grande’
O crescimento ainda maior da participação das mulheres no mercado de trabalho e a diminuição das desigualdades sociais e nos setores econômicos é uma questão de tempo, segundo o economista Fred Guimarães, da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp).
“A diferença ainda é enorme porque existe um atraso grande nessa entrada das mulheres no mercado. Mas essas diferenças serão revertidas com o passar dos anos”, diz o economista.
Ainda segundo ele, conforme as mulheres se qualificam, elas conseguem ainda superar os homens. “Em algumas funções, elas se saem melhor inclusive. A sensibilidade e cuidado são pontos positivos.”
Mas o mercado precisa se abrir mias. Em Ribeirão, elas são maioria em somente dois dos oito setores econômicos locais: serviços e administração.
Fonte: jornalacidade

domingo, 23 de março de 2014


FATO.. SEM AMOR NÃO EXISTE OUTRO IDEAL!

Pra ficar cada vez mais bela!
via: Mulheres de Bom Gosto
"Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser."
Martha Medeiros

O Homem e A Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.


O pensador Victor Hugoobs: Somos tão ser humanas quanto eles, podemos tanto quanto eles. E ainda existem preconceitos.. Que isso acabe!

Estilos cada vez mais ousado..
via: Mulheres de Bom Gosto


terça-feira, 18 de março de 2014

Participação de mulheres no mercado de trabalho chega pela primeira vez a 50% na América Latina. OBS: Somos capazes!

Participação de mulheres no mercado de trabalho chega pela primeira vez a 50% na América Latina


Repórter da Agência Brasil
Brasília – Os países da América Latina e do Caribe registraram em 2013, pela primeira vez, taxa média de 50% de participação feminina no mercado de trabalho. Ainda assim, as mulheres continuam sendo o grupo mais afetado pelo desemprego e pela informalidade. Os dados são do Panorama Laboral da América Latina e do Caribe 2013, relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (17).
“Uma análise sobre a evolução da taxa de participação por sexo no mercado de trabalho demonstra que se mantém a tendência positiva sobre a redução da brecha de gênero”, aponta trecho do documento.
De acordo com o relatório, a taxa média de participação das mulheres no mercado está relacionada ao comportamento da demanda por mão de obra. Essa taxa é um indicador que expressa a proporção de pessoas de cada gênero incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas. No caso dos homens, a participação total na região chegou a 71,1% em 2013.
No Brasil, foi registrada uma taxa de participação de mulheres um pouco inferior à média regional – 49,3%, apesar de ter sido superior ao resultado alcançado em 2012, de 49%. Entre os países, os que tiveram participação feminina mais baixa no mercado de trabalho em 2013 foram a República Dominicana (37,9%), o Equador (44,2%) e Honduras (44,7%). As mais altas, por outro lado, foram no Peru (64,7%), no Panamá (61,1%) e na Colômbia (60%).
Apesar da melhora em termos de participação, o estudo indica que o desemprego de mulheres é 35% maior do que o dos homens. Dos cerca de 14,8 milhões de pessoas sem trabalho na região, 7,7 milhões são do sexo feminino (52%). As taxas de desemprego feminino chegaram a 20,2% na Jamaica e 13% na Colômbia.
Quando se cruzam dados sobre mulheres e jovens, contata-se que jovens do sexo feminino são 70% dos desempregados na faixa etária dos 15 aos 24 anos de idade. As estimativas da OIT são a de que haja cerca de 6,6 milhões de jovens sem emprego em áreas urbanas da região – dos quais aproximadamente 4,6 milhões seriam do sexo feminino.
Entre 2012 e 2013, o desemprego de trabalhadores do sexo feminino na América Latina e no Caribe teve redução de três pontos percentuais – de 7,9% para 7,6%. A taxa de desemprego entre os homens, em contraponto, teve redução menor, passando de 5,7% para 5,6%. Para a OIT, isso demonstra que houve a intensificação da demanda pelo trabalho feminino no período.

PESQUISAS INDICAM QUE...

São diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social, constituindo, a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade.
Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira, que foi a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho, fato este explicado pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais.
Em razão do avanço e crescimento da industrialização no Brasil, ocorreram a transformação da estrutura produtiva, o contínuo processo de urbanização e a redução das taxas de fecundidade nas famílias, proporcionando a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.
Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) realizada pelo IBGE em 2007, a população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Segundo dados do IBGE de 2000, a PEA (População Economicamente Ativa) brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos.
Uma constatação recorrente é a de que, independente do gênero, a pessoa com maior nível de escolaridade tem mais chances e oportunidades de inclusão no mercado de trabalho. Conforme estudos recentes, verifica-se, mesmo que de forma tímida, que a mulher tem tido uma inserção maior no mercado de trabalho. Constata-se, também, uma significativa melhora entre as diferenças salariais quando comparadas ao sexo masculino. Contudo, ainda não foram superadas as recorrentes dificuldades encontradas pelas trabalhadoras no acesso a cargos de chefia e de equiparação salarial com homens que ocupam os mesmos cargos/ocupações.
Ainda nos dias de hoje é recorrente a concentração de ocupações das mulheres no mercado de trabalho, sendo que 80% delas são professoras, cabeleireiras, manicures, funcionárias públicas ou trabalham em serviços de saúde. Mas o contingente das mulheres trabalhadoras mais importantes está concentrado no serviço doméstico remunerado; no geral, são mulheres negras, com baixo nível de escolaridade e com os menores rendimentos na sociedade brasileira.
Segundo o Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, do governo do Estado de São Paulo – quanto ao “comportamento do desemprego feminino na Região Metropolitana de São Paulo, observa-se que, em 1985, essa taxa era de 15,5% para as mulheres e de 10,1% para os homens, aumentando, em 2000, para 20,9% e 15,0%, respectivamente. Isso significa que na RMSP [Região Metropolitana de São Paulo], em 2000, uma em cada cinco mulheres que integravam a População Economicamente Ativa, encontrava-se na condição de desempregada.”
O total das mulheres no trabalho precário e informal é de 61%, sendo 13% superior à presença dos homens (54%). A mulher negra tem uma taxa 71% superior à dos homens brancos e 23% delas são empregadas domésticas. Necessariamente, a análise da situação da presença feminina no mundo do trabalho passa por uma revisão das funções sociais da mulher, pela crítica ao entendimento convencional do que seja o trabalho e as formas de mensuração deste, que são efetivadas no mercado.
O trabalho não remunerado da mulher, especialmente o realizado no âmbito familiar, não é contabilizado por nosso sistema estatístico e não possui valorização social - nem pelas próprias mulheres - embora contribuam significativamente com a renda familiar e venha crescendo. O que se conclui com os estudos sobre a situação da mulher no mercado de trabalho é que ocorre uma dificuldade em separar a vida familiar da vida laboral ou vida pública da vida privada, mesmo em se tratando da participação no mercado de trabalho, na população economicamente ativa.